Uma clínica veterinária na Avenida Julio de Castilhos, em Campo Grande (MS), é acusada de omitir socorro a um cão atropelado, que acabou morrendo em frente ao local. O relato foi compartilhado em rede social pela mulher que passava no momento do acidente que afirmou ter testemunhado a omissão de ajuda pelos profissionais.

Conforme a publicação original de Lara Luana, o animal foi atropelado por volta de 7h desta segunda-feira (4) e funcionários de uma loja de tintas imediatamente tentaram ajudar. Ferido, o cão foi levado para a calçada e, ao seu lado, colocados água e ração.

Os funcionários que prestaram o socorro teriam ido até a clínica veterinária, do outro lado da via, para pedir auxílio emergencial. Segundo o relato, a ajuda foi negada sob a justificativa de se tratar de um animal de rua, pelo qual não teriam responsabilidade.

“Quando estava voltando da academia com minha mãe, vi a cena do cachorro ainda com vida e nossa atitude foi a mesma dos funcionários da casa de tinta, fomos pedir ajuda na clínica, onde a funcionária nos deu a mesma resposta, dizendo que não podia fazer nada. Alegamos que isso era omissão de socorro e sendo assim iriamos denunciá-los e a mesma nos ignorou totalmente, mesmo dizendo que íamos pagar, pois já tinha gente se mobilizando para ajudar com os gastos”, relata a testemunha.

A mulher conta ainda ter ficado uma hora junto ao cão, o acariciando, e até deu o nome de ‘Jorel’ a ele. Contudo, enquanto sua mãe tentava acionar outro profissional veterinário, o animal não resistiu e morreu no local.

“Fica aqui minha indignação e minha pergunta: afinal de contas, qual o sentido de fazer um juramento em prol dos animais e simplesmente omitir socorro quando o animal mais precisa?”, questiona.

Lei

A reportagem entrou em contato com o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Mato Grosso do Sul para consultar se a conduta da clínica é sujeita a punição.

Segundo o Código Civil Brasileiro, a determinação sobre omissão de socorro animal é generalizada, útil apenas para encontrar possíveis culpados e responsáveis financeiros por um dano causado, como atropelamentos, sem que exista qualquer tipo de regra ou norma específica em relação ao socorro e atendimento do animal que causou ou foi vítima do acidente.

Conforme o portal Cães e Gatos, judicialmente há pouco a ser feito para garantir que, em uma situação dessas, um cidadão seja obrigado a ajudar e socorrer a vítima quando se tratar de um animal. No caso de acidentes de trânsito em que vítimas são animais sem dono, seria responsabilidade do Estado provar que agiu no sentido de evitar a presença do animal na pista para evitar ocorrências do tipo.