Informação divulgada pelo delegado chefe das investigações sobre o assassinato da vereadora do Rio de Janeiro, Giniton Lages, dão conta de que o carro que foi utilizado pelos autores do crime possuem marcas da impressão digital na maçaneta do passageiro da assessora de Marielle Franco que veio a sobreviver ao atentado.

A assessora da vereadora quase entrou por engano no carro dos criminosos, chegando a tocar na maçaneta ao confundir o veículo. “— Ela chega a tocar na maçaneta da porta, percebe que o carro está ligado. Mas rapidamente ela vê o carro que é o carro dela. Ela vê a placa e desiste de puxar a maçaneta (do carro dos assassinos). Talvez nós tivéssemos um outro desenho (do crime).” concluiu o delegado Giniton Lages.

Apesar de não haver provas materiais ou até mesmo filmagens de sistemas de segurança que corroborem com o testemunho da assessora Fernanda Chaves, a Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público estão seguindo essa linha por “_detalhes da investigação que a gente acaba coletando…” na primeira fase da operação Lume

Nas tentativas de chegar aos executores e aos mandantes, a polícia analisou os dados cadastrais de 33.329 linhas telefônicas. Desse total, 318 foram interceptadas. Foram ainda 670/533 gigabytes de dados telemáticos analisados.