Nesta tarde de sexta feira (15), o deputado estadual Cauê Macris (PSDB) foi reeleito presidente da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo com a maioria absoluta dos votos.

Dos 94 deputados da Alesp, Cauê Macris foi reconduzido pelos governistas e de parte da esquerda para continuar a ser a terceira pessoa mais poderosa no estado de São Paulo por exatos 70 votos, contra 16 obtidos pela também candidata e recordista no pleito de 2018, a advogada Dra. Janaína Paschoal. Daniel José do NOVO obteve 4 votos assim como a Mônica da bancada ativista também os mesmos 4.

O clima da votação foi bastante agitado. Isso porque, na véspera, o líder do PSL, Gil Diniz, entrou com uma liminar contra a candidatura de Macris, mas ela foi rejeitada pela Justiça. Ele recorreu. Diniz articulava a candidatura da advogada Janaína Paschoal.

No plenário, os apoiadores de Janaína e Macris entraram em confronto verbal, que, por pouco, não foi físico.

O deputado Arthur Mamãe Falei (DEM) tentou impedir o início da votação. Foi quando começou uma confusão com deputados do PT, entre os quais Teonilio Barba. Houve empurra-empurra e os deputados tiveram de ser apartados. O deputado Campos Machado (PTB), um dos articuladores de Macris, foi um dos responsáveis por separar a briga.

CAUÊ MACRIS

Cauê Macris nasceu em Americana no dia 8 de abril de 1983. É filiado ao PSDB, seu único partido em toda sua trajetória política. Iniciou sua carreira aos 21 anos como o 8º vereador mais votado em sua cidade natal. Reeleito para um segundo mandato, foi alçado à presidência da Câmara do município para o biênio 2010/2011. Como vereador, foi de sua autoria a primeira lei no Brasil a proibir uso de tabaco em locais de uso coletivo.

Em 2010, foi eleito deputado estadual para a 17ª legislatura (2011-2015) com mais de 66 mil votos e apresentou o projeto de lei, aperfeiçoado pelo então governador Geraldo Alckmin, que pune com multa e até fechamento os estabelecimentos que comercializarem bebidas alcoólicas para crianças e adolescentes. Pioneira no país, a lei é válida em todo estado de São Paulo.

Ainda em 2014, foi o mais jovem líder do PSDB no parlamento. No ano seguinte, após reeleição ao legislativo com mais de 120 mil votos, foi convidado para ser líder do governo na Assembleia Legislativa pelo então governador Geraldo Alckmin.

Aos 33 anos chegou ao posto de presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, eleito para o biênio 2017/2019 com 88 dos 94 votos da casa.[3]

Em 2017 Cauê Macris foi destaque da mídia nacional ao bater de frente com os cacíques de seu partido quando pediu a saída imediata do então presidente da sigla Aécio Neves, depois de o mesmo ser gravado pedindo 2 milhões de reais em dinheiro para Joesley Batista, dono da JBS. Cauê também se posicionou contra membros do PSDB participarem do governo Michel Temer.